Coisas simples e intensas
 

Boas ações

 Habituados com nossas rotinas diárias, focados em metas a serem cumpridas, sob os mais diversos tipos de pressão em nosso trabalho e vida pessoal, acabamos por nos enclausurar cada vez mais em nosso mundinho particular, e com isso, muitas vezes esquecemos do que acontece ao nosso redor, olhamos, mas não vemos. Deixamos de enxergar que à nossa volta estão os marginalizados, excluídos do convívio em sociedade, carentes de vestimentas, de alimentos e até mesmo de atenção, de quem ouça suas histórias e tente depositar a fé, que há tempos foi se perdendo, de volta em seus corações. Esse individualismo ao qual nos submetemos também vem nos tornando cada vez menos cordiais uns com os outros, e isso vai desde um simples bom dia ao ceder-se um assento a um idoso ou a alguém que segure uma criança no colo em um ônibus.

Simples ações como a de separar as roupas que não mais usamos e remetê-las a uma instituição beneficente, que as direcionem aos mais necessitados e doar alimentos às campanhas que os recolhem e os destinam a população carente, já abrandariam, um pouco que seja, a miséria em que muitos vivem. Outra maneira de levar um pouco de alegria a essas pessoas, sejam órfãos, idosos ou indigentes, é dar-lhes um pouco de atenção, reservar um pouco do nosso tempo para este fim. É certo que não sabemos mensurar os efeitos positivos que uma singela conversa pode causar no dia de alguém, que há tempos não tem o prazer de ser lembrado, de ser tratado com dignidade e respeito.

Apesar de o ritmo de nossas vidas constantemente requerer muito de nosso tempo e de nossa concentração, não devíamos permitir que isso nos fizesse esquecer de sermos cordiais com o próximo, de termos mais urbanidade ao trafegarmos pelas ruas. Um “por favor”, um “com licença”, um “obrigado”, nunca é de mais. A verdade é que hoje em dia já não nos importamos tanto com as pessoas, pois ser educado, dar atenção a um amigo, a um ente querido, é muito fácil, e é o que eles esperam de nós. O que anda em falta nesses tempos, é aquela cordialidade gratuita, com cada um dos desconhecidos que de alguma forma participam do nosso dia.

 Talvez se fizermos algumas boas ações a cada novo dia, e se nos esforçarmos em tratar nosso semelhante da mesma forma com a qual gostaríamos de ser tratados consigamos viver em um mundo mais agradável para todos.

 

Daniel A. S.

 



Escrito por Daniel A. S. às 19h08
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